21 Fevereiro 2012

FORA DO ARRAIAL

FORA DO ARRAIAL
Pastor Daniel Leite Fonseca
Pastor da Igreja Batista Nova Canaã em Betim - MG (Jubilado).

Fora do arraial a caminhada pode ser longa e com desertos à frente, mas também com oásis, palmeiras e regatos de águas cristalinas e refrescantes, onde peregrinos e caminhantes da fé se acampam. Porque, para esses, deserto nunca foi e nunca será lugar de habitação final. Deus lhes tem reservado algo infinitamente melhor!

Fora do arraial há de se encarar o desafio de longa caminhada, pés doídos e pele de beduínos, mas carregando sempre na alma e no corpo, um bem que supera todos os valores deixados para trás: a preciosa liberdade de celebrar, de cultuar, de servir a Deus e ao próximo, sem nada a temer. Faraó e seus exatores ficaram para trás. Lá no velho Egito, cuidando de suas torres, de seus palácios, de seus templos e construindo suas pirâmides,

Egito nunca mais!

Fora do arraial, não se constroem presídios, de máxima ou mínima segurança, com suas muralhas e cercas de arame farpado. A única prisão que se quer e se busca é a consciência cativa do Evangelho, que é libertador e restaurador; o único fardo que se carrega é o fardo de Jesus, que é leve e gostoso de ser carregado e o único jugo desejável é o jugo suave d’Ele, saturado de amor, de graça e de misericórdia. Que ninguém cometa a loucura de estabelecer, fora do arraial, ambientes opressivos e nem construir cubículos mal-cheirosos, entulhados de tabus, de leis, de regras da religião e coisas do gênero.

Fora do arraial armam-se tendas. Apenas isto. Leves e desmontáveis. Como fazem os peregrinos. O que conta é caminhar. Caminhar sempre. Cruzar fronteiras. E, para caminhar, é preciso leveza, simplicidade e um viver desinstalado.

Fora do arraial, ou fora dos muros, vê-se, na solidão da cruz, fincada no alto da montanha desnuda, o Cordeiro Imolado, que atrai e que chama à plena identificação. Ali, a dívida foi cancelada e os grilhões foram definitivamente quebrados. Livres ficamos para adorar ao Deus Único e Verdadeiro, para proclamar que Jesus Cristo já pagou o preço e para amar de verdade, sem qualquer tipo de discriminação. Amar como Ele amou e ama. E para dizer que há vida, que há esperança em Cristo Jesus.

Fora do arraial a graça de Deus foi revelada e veio até nós. Impetuosa como a cachoeira e abundante como o rio caudaloso. Não domesticada, não diminuída e nem engessada por pressupostos de moralidade e condicionamentos da religião. Somos desafiados a vivê-la e torná-la conhecida de todos.

Fora do arraial somos irmãos. Todos irmãos. Chamados à solidariedade, à compreensão dos dramas e ambivalências de nosso próximo; ao exercício dos atos de compaixão e misericórdia, sem os condicionamentos e cobranças morais, saídas dos templos e mentes formatadas pelos modelos religiosos.

Fora do arraial não se discrimina quem quer que seja. Todos são iguais e do mesmo valor. Cristo morreu por todos e ama a todos. Não se quer saber de folha corrida de ninguém e também não se fixa no passado de ninguém. Nuances e particularidades pertencem ao passivo de uma raça caída, mas resgatada pelo precioso sangue de Cristo.

Fora do arraial a Palavra divina é pregada em simplicidade. E se cuida para que a ela não sejam agregados penduricalhos da religião. Sempre atentos à sua essencialidade. Crendo que ela, por si mesma, é suficiente para corrigir, para redargüir e para transformar vidas.

Fora do arraial – a relevância está no Evangelho e na pessoa de Jesus. O desafio é amá-lO e servi-lO; é seguir o Seu exemplo; aprender com Ele, e fazer como Ele fez.

Fora do arraial as pessoas são estimuladas a se assumirem com coragem e honestidade. Sem medo, sem fugas, sem sutilezas e sem malabarismos de conduta e de linguagem. Aceitação é palavra importante no dicionário. Fora do Arraial, transparência é virtude a ser cultivada e confronto com a verdade é caminho seguro para que se estabeleçam relacionamentos fortes e duradouros. O cultivo da maturidade passa pelo respeito e aceitação das pessoas, ainda que nem sempre concordando com situações específicas e pontos de vista particulares.

Fora do arraial reconhecemo-nos seres inacabados, em construção. Permanente construção. Sempre caminhando, sempre aprendendo e abertos ao aprendizado. E assim continuaremos, enquanto neste corpo da carne estivermos.

Fora do arraial o único dogma é Jesus. Que se reduziu e se fez humano como nós; que viveu uma vida simples e despojada; que nos desafiou a seguir o seu exemplo; que foi à cruz e triunfou dos principados e potestades, garantindo completa redenção.

Fora do arraial o ato de dar é um ato de gratidão, de amor e de compromisso com o Reino e Deus, gerado pela consciência do evangelho e trazendo sempre a marca da espontaneidade, da alegria e do reconhecimento de que “nenhuma coisa o homem terá se do céu não lhe for dado”.

Fora do arraial cada pessoa é uma pessoa e deve ser vista e entendida como tal. As padronizações não contam. Porque há diferentes níveis de fé e diferentes níveis de compreensão da verdade; e há diferentes estágios de crescimento. Uns crescem rápido, outros nem tanto e outros nada crescem. Cada pessoa deve ser aceita, compreendida e ajudada dentro de sua própria realidade. Aquilo que hoje ainda não é, virá a ser no dia de amanhã, mesmo que no amanhã eterno.

Fora do arraial, é lugar de festa, de alegria, de celebração do banquete da liberdade, mesmo que no deserto.

“Deixa o meu povo ir para que me celebre uma festa no deserto”.

Fora do arraial está a cruz ensangüentada que atrai e que chama à plena identificação. Porque “se com Ele sofrermos, também com Ele seremos glorificados”.

“Saiamos, pois, a ele, fora do arraial, levando o seu vitupério.”

Email: danielleitefonseca@gmail.com

18 Janeiro 2012

Vende-se um cantor Gospel

By Pr. Marcos Góes

'Na multiplicação do teu comércio, se encheu o teu interior de violência, e pecaste; pelo que te lançarei, profanado, fora do monte de Deus e te farei perecer, ó querubim da guarda, em meio ao brilho das pedras.' Ezequiel 28:16

Eles estão por toda a parte e são fáceis de achar. Para todos os gostos e estilos, são capazes de trazer entretenimento a todo o tipo de pessoa ou culto, quer tradicional ou pentecostal. Contextualizados e treinados nos “chavões” e no “evangeliquês” convincente, eles contagiam de maneira eletrizante as multidões e são capazes de envolver a muitos numa atmosfera religiosa em nome de Deus. Para contratar os seus serviços não é tão simples assim, requer o cumprimento de uma gama de exigências, procedimentos inimagináveis que contando é impossível de se acreditar. Grandes somas em dinheiro, toalhas brancas, carros conversíveis ou limusines, hotéis do mais alto padrão e número exigido em cada culto, para que a audiência não seja medíocre, são algumas das exigências solicitadas (não generalizando) por grande parte deles. Num resumo bem rápido, é este o perfil dos cantores “gospel” que perfazem nosso cenário musical evangélico do Brasil.

Conheci o meio da música cristã em tempos remotos, lá pelo final da década de 70 e início da de 80, através de um cara magro, camisa semiaberta mostrando o peito cabeludo, com uma única mochila nas costa e um violão: Janires era o nome dele. Este veio a ser mais tarde um dos meus mentores e também meu padrinho da casamento. Líder do Rebanhão, toda a semana eu viajava com ele para as maiores aventuras que já vivi na vida em termos de evangelização comprometida com o Reino de Deus. Saíamos à noite em cima de um caminhão cheio de caixas de som rumo aos teatros do Rio de Janeiro para fazermos um culto. O que eu fazia? Eu era o carregador de caixas: põe no caminhão, desce do caminhão...

Eu fazia isso muito feliz. Janires e o Rebanhão, juntamente com Helena Brandão (ex-Darlen e Glória), iam aos teatros falar do amor de Deus não só para o povo mais simples, mas, principalmente, para os artistas. Na plateia vi muitas vezes artistas renomados chorando ao ouvir a música e também o forte testemunho daquela mulher. Eu chorava também! Num canto do auditório, às vezes na penumbra, ficava imaginando se algum dia teria a oportunidade de fazer aquilo através da musica, falando do amor de Deus, e constatar muitos se entregando ao Senhor Jesus através do meu testemunho e da manifestação do Senhor Jesus usando a minha vida.

Janires morreu! O “pão com mortadela” (nossa janta muitas vezes), a boleia do caminhão, as caixas de som JBL pesadíssimas... Tudo isso se passou, mas algo ficou gravado com fogo dentro de mim: o forte testemunho daquele homem de Deus somente com as suas atitudes. Todas as vezes em que olhei para Janires, vi que ele não se preocupava com nada para si, as pessoas a sua volta vinham em primeiro lugar. Ao conversar com ele, você sentia sua enorme gratidão pela salvação de sua vida dada pelo nosso Deus, e por isso ele não parava de pregar esta maravilhosa salvação e graça sem requerer nada em troca. Sem casa para morar e muitas vezes dormindo lá em minha casa, sem sequer saber o que, e como, iria almoçar ou jantar no dia seguinte, ele foi para mim um grande exemplo de total dependência, compromisso e sinceridade no servir ao Senhor. Sem comprometimento com os homens, somente com Deus.



Percebeu o contraste? Entendeu qual o sentimento que habitava no coração de alguns dos principais iniciantes da música evangélica em nosso país? O amor era o combustível e a motivação. Ministério não é negócio, não é emprego! Não se negocia, não se vende, não se troca o Reino nem o dom que vem da parte de Deus! Coloquei o versículo de Ezequiel acima para alertar sobre a “multidão do comercio” a que o profeta se refere. A profecia contra o rei de Tiro do capitulo 28, e nada mais nada menos que direcionada ao próprio satanás, e porque ele negociou o que Deus lhe deu e caiu, pereceu. Sempre entendi e tenho muito temor a isso.

Não critico aqueles que recebem ofertas ou vendem os seus CDs nos eventos, pois também faço isso para manter o ministério e também sustentar a minha família. Mas transformar isso numa barganha, num mercado de venda do “quem dá mais”, na disputa do reconhecimento humano e da melhor performance, a fim de ganhar o mercado e assim obter maior lucro e status... Acho extremamente perigoso!

Continuarei guardando, Senhor, a tua palavra em meu coração (Salmos 119:11) e também a imagem dos olhos, palavras e atitudes de Janires, e perseverarei (ainda que venha a ser o último) a viver sem me corromper, sendo um eterno devedor, e não vendedor, desta misericórdia maravilhosa que um dia também me alcançou.

Em Cristo,
Pr. Marcos Góes

Link: http://marcosgoes.mktnaweb.com/ver_mensagem.php?id=H|2120|70507|132677214249364100

21 Outubro 2011

A igreja

No início, a igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo vivo.

Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia.

Depois, chegou a Roma e tornou-se uma instituição.

Em seguida, chegou à Europa e tornou-se uma cultura.

Então, chegou à América e tornou-se um negócio.

Finalmente, chegou aos Brasileiros que englobaram tudo isso como também tornou-se um circo! Malabarismo teológico, palhaçadas e milagres tirados da cartola.

Fonte: Elci Adriano

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Foi Halverson que apresentou o seguinte argumento sobre o andar da igreja. “No início, a igreja era um grupo de homens e mulheres centrados no Cristo Vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou até Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa, e tornou-se uma cultura. E finalmente, chegou à América, e tornou-se business” (Protestantismo Tupiniquim – página 90).

07 Setembro 2011

Os templos dos homens e as moradas de Deus. Sobre o texto: Os templos dos homens e as moradas de Deus Por Vinicius Salum

Clique aqui para ler o artigo inicial.
http://jsalum.blogspot.com/2011/06/os-templos-dos-homens-e-as-moradas-de.html

Josimar, Graça e Paz!

Não sei se ressalto a verdade do conteúdo e a excelência do seu texto ou se lamento a triste realidade à qual ele se reporta.

No meu íntimo, tenho refletido muito sobre a Igreja (realidade espiritual formada de pedras vivas) e a "igreja" (esta "coisa" que não sei mais definir). Estas reflexões passam justamente pela minha própria pessoa, pelo meu ser e minha missão enquanto discípulo e servo de Jesus Cristo: como ser Igreja/Templo (membro desta ekklesia) sem combater e/ou ser combatido pela "igreja"? Ora, este questionamento nunca foi tão oportuno, pois em qual destas comunidades/prédios que nós - por vício linguístico - nos acostumamos a chamar de "igrejas" o próprio Jesus seria aceito ou relacionado sem restrições em seu "rol de membros"? Tenho para mim que ali Jesus seria chamado de glutão, bebedor de vinho (cachaceiro), amigo de pecadores (ou seja: o cara que senta na roda dos escarnecedores) e até de Belzebu... Portanto, se ao Dono da Casa chamariam de Belzebu, quanto mais seus convidados!

Na realidade, os conceitos de Templo e Igreja segundo o Evangelho não são assimilados corretamente pela maioria dos religiosos desde os primórdios da pregação da Boa Nova. Que dizer dos judeus que se encontraram com Jesus pedindo-lhe um sinal, e que não conseguiram discernir o conceito de templo segundo o Evangelho (vide João 2:18-22)?

No seu texto, há o seguinte questionamento: "Por que é difícil compreender e praticar isto? Falar sobre isto? Mudar nossas palavras para refletir a Verdade!"

De um modo geral, os "cristãos" de hoje não são diferentes dos judeus e religiosos de ontem. Esta é que é a verdade. Aliás, os cristãos são ainda piores, pois mesmo após dois milênios de cristianismo ainda não conseguiram compreender a ekklesia, e cada dia mais se afastam da proposta original segundo Jesus. Sim, o segundo estado (o do homem da religião cristã) é ainda pior que o primeiro (o do judeu religioso), pois o espírito imundo que habita o sistema religioso humano encontrou a casa do atual "cristão" varrida e ornamentada para o receber novamente.

Neste sentido, há anti-cristo mais perverso do que o próprio cristianismo? Ora, que outro sistema humano carrega o nome de Jesus nas "formas" e, ao mesmo tempo, sutilmente o nega no conteúdo e na substância? Que outra potestade maligna expõe a marca registrada e alega ter os direitos autorais acerca do Evangelho mas, concomitantemente, se afunda cada vez mais em doutrinas e teologias humanas (para não dizer satânicas)? Que outra religião detém e pratica o sacramento (ceia) mas come (o pão) e bebe (o vinho) todos os domingos sem de fato discernir o corpo? Neste sentido, a Palavra é dura mesmo: comem e bebem Juízo para si...

É fato que o desafio se situa também no plano linguístico (no nível da semiótica), pois há uma enorme confusão de conceitos, além da falta de correspondência entre os signos e seus verdadeiros significados. Mas não basta mudar as palavras, é preciso mudar a vida. Não basta reformar, é necessário regenerar. E regeneração é obra exclusiva de Deus!

Não creio na restauração do cristianismo, pois ele já nasceu com o sufixo "ismo" (doente). Sua crise, na realidade, é congênita, pois seu fundador não é o Cristo, mas Constantino...

Creio sim, na regeneração de pessoas, na conversão de gente simples de Deus; e por isso busco pregar a Boa Notícia onde eu ponho a planta do meu pé, a fim de que o Espírito construa sua verdadeira Catedral Espiritual, no seu próprio tempo e modo.

Quem tem espírito de discernimento, que discirna.

Em Cristo, em quem nos tornamos um, assim como Ele e o Pai são um.

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Quem me revelou estas coisas? Sei que se trata de uma pergunta retórica, mas quando a interpreto em conjunto com o "Por favor, vamos manter contato", concluo ser oportuno compartilhar contigo esta Revelação.

Eis o testemunho:

Fui criado na "igreja". Cresci na "igreja". Ainda na infância (08 anos), tive uma visão extraordinária num culto da "igreja": um sinal luminoso que não sei descrever adequadamente, mas cuja origem divina me era incontestável; o mais importante, na verdade, nem foi o tal "sinal luminoso", senão minha atitude quando cheguei em casa e adentrei no meu quarto (lá onde só Deus me vê): ali orei a Jesus entregando minha vida a Ele.

Na minha adolescência, servi intensamente ao Senhor da Igreja e à "igreja". Disseram que eu seria pastor ou presbítero, mas no meu íntimo eu só queria ser eu, eu mesmo e Deus (com muita sinceridade). Mas, de tanto servir à "igreja", acabei, inconscientemente, acreditando que a "igreja" era meu Deus; sem a "igreja" eu nada seria; por ela, eu seria capaz de matar e morrer; entreguei minha vida à "igreja" acreditando estar entregando-a à Jesus...

Ainda na adolescência, fui morar na "capitár". Estudei, passei no vestibular e cursei Direito. Em todo este tempo, jamais deixei de ir à "igreja", de congregar e me envolver nas atividades eclesiásticas (principalmente como líder dos adolescentes e baterista do grupo de música). Foi neste tempo que nos conhecemos pessoalmente, lembra?

Na igreja presbiteriana de Brotas (Salvador-BA), fui subordinado a um pastor tido como "avivado" ou "pentecostal" demais para os padrões da IPB. Aprendi a "decifrar" um deus (na verdade, um ídolo) através dos sentidos, da emoção, do estado psicológico, e do "poder" do "espírito"... Com a saída deste pastor, houve um racha na "igreja": quase metade dos membros saíram com ele e formaram uma comunidade. Eu resolvi ficar, mesmo com muitos amigos saindo. Logo chegou um pastor mais "reformado", providencialmente contratado pelos presbíteros para "doutrinar" a "igreja". Diria que se tratava de um pastor "neo-puritano". Com ele aprendi a "decifrar" um novo deus (ou seja: um novo ídolo) através do intelecto, do estudo lógico e racional da Bíblia, por meio da "correta" hermenêutica das escrituras.

Porém, para resumir: nada disso me levou à Deus. Tenho a plena convicção que não foi nem a emoção nem a razão que me revelaram o Cristo; não foram o pentecostalismo ou o tradicionalismo; não decorreu de uma adesão ao liberalismo teológico (ou teísmo aberto), ou de uma conversão à teologia sistemática-reformada. Sim, Josimar, você me pergunta: "Quem te revelou estas coisas, rapaz?"

Não foi carne ou sangue, mas o Pai que está nos céus! Aleluia!

Foi Deus mesmo que se revelou a mim, através do seu Filho (o resplendor da Glória do Pai, e a expressão exata do seu Ser - Hb 1:3).

Era como se o próprio Jesus tivesse me perguntado: Que dizem os homens a meu respeito? Eu, então, respondi: os budistas dizem que és um grande filósofo ou uma alma iluminada, os muçulmanos dizem que tu és um importante profeta, para alguns da religião judáica és um bom homem, para outros, um subversivo, já os cristãos vendem a idéia de que tu és o deus, mas o "adoram" como se fosses um ídolo ou a projeção mental de si mesmos. Então, Jesus me questionou: E tu, quem dizes que eu sou? Eu disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo! E, continuando, Jesus afirmou aquilo que foi a salvação para minha alma:

Bem-aventurado és tu, Vinícius, porque não foi carne ou sangue que to revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também te digo que tu és vinicultor, e sobre este Vinho Novo edificarei minha Igreja, e as portas do cristianismo não prevalecerão contra ela; e eu te darei as chaves do Reino de Deus para você adentrar Nele; e tudo o que ligares na terra (espaço-tempo) será ligado nos céus (eternidade), e tudo o que desligares na terra (realidade natural) será desligado nos céus (realidade espiritual), pois se perdoares aos homens as suas ofensas, também o Pai celestial te perdoará, se fores misericordioso, de igual modo alcançará a misericórdia do Pai...

Enfim, Josimar, teria muito o que dizer e compartilhar, mas dizer o quê além disso: a Graça de Deus me alcançou, e ela é o bastante?!

Em Cristo, que mesmo sendo Justo Juiz, se fez Advogado em nosso favor, que mesmo sendo o Pastor, se fez Cordeiro por nós, que mesmo sendo Senhor, assumiu a condição de servo, que mesmo sendo o Filho de Deus, se autodenominava filho do homem.


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Vinícius Dourado Loula Salum
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26 Julho 2011

Meu ponto de vista sobre a Teologia Contemporânea

Por Josimar Salum

Karl Barth ao escrever em 1919 seu comentário da carta de Paulo aos Romanos provocou um novo e necessário debate teológico, inaugurando um novo estilo de se fazer Teologia.

Não se buscou em princípio estabelecer novas doutrinas, mas de repensar a Bíblia como padrão de fé e prática, a salvação e a própria Igreja. Os que seguiram este caminho podem ter se afastado do consenso fundamental da doutrina estabelecida por séculos de História, mas que não causaria nenhum dano para quem conhecia Jesus Cristo intimamente.

Creio que uma fé e uma doutrina que não podem ser questionadas não estão ancoradas em Deus nem em Sua Palavra. Assim pensar, questionar, teologizar, discordar, repensar e desfazer é preciso, a Palavra de Deus permanece para sempre.

A pobreza, a miséria da ignorância das Escrituras e a falta de comunhão profunda dos pregadores nas Igrejas, que sem exporem os oráculos de Deus, Sua Vontade e Suas Palavras ao povo causaram muito dano quando muitos dos questionamentos e ensinos teológicos contemporâneos foram difundidos.

Hoje não é diferente, diferente apenas a rareza da reflexão. Repete-se a mesma coisa, piorada, pois pregadores difundem os modismos neo-pentecostais e suas práticas místicas sem nenhum avaliação, por pura incompetência, já que não conhecem a Palavra e nem Deus, para serem capazes de filtrar e não expor ao povo estas falácias impensadas, superficiais e inimigas da Mensagem da Cruz.

Por quase todo o século XX, taxada especialmente pelos fundamenalistas de "teologia liberal e incrédula", o pensamento e a razão de seus principais expoentes Reinhold Niebuhr, Dietrich Bonhoeffer, Emil Bruner, Rudolf Bultmann e Paul Tillich foram sistematizados nos livros que escreveram.

E surgiram dentro da Teologia Contemporânea as mais diversas reflexões nomeadas como segue: Teologia Existencial, Dialética, Hermenêutica, da Cultura, Teologia e Modernidade, Esperança, Política, Libertação, etc.

A Teologia da Libertação praticamente brasileira influenciou uma geração de protestantes e até evangélicos e numa medida ou outra podemos dizer que também fomos todos influenciados pelo seu pensamento, principalmente no interesse da participação política na sociedade.

"No princípio era o Verbo, e o Verbo era com Deus e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós..." (João 1:1, 14)

"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas..." (Hebreus 1:1-3)

A Teologia Contemporânea contribuiu para a reflexão do pensamento além do religioso, ao raciocínio intelectual, à uma reflexão necessária da percepção de nossa existência no meio em que estamos inseridos, à uma leitura crítica dos agentes, elementos e processos sociais mais próximos e distantes e a uma avaliação da nossa própria Fé em Jesus Cristo e em Sua Palavra.

Há uma diferença clara entre Teologia e Revelação.

A Teologia é o esforço humano de estudar, de pensar, de dissecar Deus.

A Revelação é o simples ato de Deus deixar-se ser conhecido pelo homem.

Assim sendo, um menino em tenra idade pode vir não somente a conhecer a Deus (ser apresentado a Ele) mas a partir deste encontro caminhar com Ele.

Há diferença entre conhecer o mar e conhecer o mar.

O que anda pela primeira vez nas areias de uma praia de um dos oceanos e o que navegou a vida inteira pelos oceanos. Mesmo o último jamais conheceria o mar em sua vida.

A Teologia é infinita, os pesamentos são infinitos, mas cessam. O caminhos da Teologia são caminhos puramente humanos que podem uma vez ou outra passarem pela Revelação de Deus. Se passarem podem gerar uma transformação na vida de quem encontrou Deus.

De fato, o ladrão contrito e arrependido e o pregador que dedicou-se a vida inteira em piedade, oração e serviço ao Senhor, chegaram a conhecer a Deus plenamente. Na eternidade onde ambos se encontraram com Deus no tempo. E na eternidade sem a limitação do tempo continuam a viver com Deus.

Deve ser proibido proibir pensar entre nós. Pois embora discordamos e discordamos bem, nosso consenso jamais será possível se não somente no relacionamento e no encontro constante em Jesus, nosso Salvador, Senhor, Redentor e Rei.

04 Julho 2011

Ansiedade gera Depressão

Pr. Olavo Feijó

Provérbios 12:25 - ¶ A ansiedade no coração deixa o homem abatido, mas uma boa palavra o alegra.

O livro de Provérbios, dentre vários ensinamentos, nos ajuda em dois grandes males contemporâneos: ansiedade e depressão. “O coração ansioso deprime o homem, mas uma palavra bondosa o anima” (Provérbios 12:25).

Por que razão a ansiedade gera a depressão? O ansioso não consegue aceitar o ritmo natural das coisas. Tudo na vida segue um certo ritmo. O ansioso não se conforma com isto e teima em acelerar os processos. Aí, como a vida continua do jeito que ela é, a ansiedade leva à depressão: à irritação, à teimosia, ao cansaço.

Qual é a “palavra bondosa” da Bíblia que “anima” o deprimido? Pedro, ao escrever sobre esta questão, nos afirma: “O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa, como julgam alguns”. Ora, se o Senhor não demora, por que achamos que Ele demora? Porque não nos submetemos ao ritmo da eternidade do Senhor, para quem “um dia é como mil anos”. Quanto mais nosso coração se prende aos prazos humanos, mais o ritmo do Senhor nos angustia. Quanto mais nos concentramos na comunhão com o Senhor, mais as bênçãos do Senhor eterno vão fazendo sentido. O Senhor intervém quando chega a “plenitude dos tempos”. Quando permitimos vivenciar esta plenitude, a Palavra bondosa do Senhor nos anima.

17 Junho 2011

Ajuda–me a voar novamente...

Por Edelma Frederico - email edelmafrederico@yahoo.com.br

Aprisionada lembro – me daqueles dias em que voava....

O vento batia em meu rosto e sentia seu calor!

Suas mãos cuidadosas se colocavam ao meu redor,
cuidando para que nada me atrapalhasse e eu voava...

Fechava meus olhos segura,
pois sabia que estavas comigo
e se algo se aproximasse,
tu estavas lá e eu sabia que nada iria impedir o meu vôo.

Segura estava...

Até que pela razão fui aprisionada, tentava voar e era impedida.

Ensaiava, pulava, batia as asas e nada acontecia.

O ar era pesado, o vento fraco, a alegria desaparecera...

Não podia mais voar!

O que fazer?

Ainda hoje faço alguns ensaios,
mas sinto que não é como antes,
como poderei sair dessa gaiola da qual eu mesma me aprisionei...

Sei que estas comigo e que tuas mãos ainda me apertam cuidadosamente,
mas preciso reaprender a voar não como antes, mas como agora!

Tira esse medo, essa indolência, essa religião do meu coração...

Ajuda–me a voar novamente e buscar o vento, a liberdade, o calor...

Esse tem sido o meu clamor!

A Pregação Fervorosa: Uma Arte Esquecida

By Leonard Havenhill

Já se passaram alguns séculos desde que o reformador suíço Oecolampad disse: “Uns poucos pregadores bons e fervorosos produziriam maior impacto no ministério cristão do que uma multidão de homens mornos!”

E a passagem do tempo não anulou a verdade contida nessa afirmação.

Precisamos de mais “pregadores bons e fervorosos”.

Um deles foi Isaías, com sua confissão: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio dum povo de impuros lábios”.

E Paulo foi outro: “Ai de mim, se não pregar o evangelho”.

Mas nenhum dos dois tinha um conceito mais amplo da magnitude de sua tarefa do que Richard Baxter, que era ministro da Igreja Kidderminster, na Inglaterra.

Quando alguém o criticou, tachando-o de ocioso, ele respondeu o seguinte: “A pior coisa que eu poderia desejar-lhe era que tivesse minha folga em vez do seu trabalho.

Tenho razões para me considerar o menor de todos os salvos, e no entanto não teria receio de dizer ao acusador que considero o serviço da maioria dos trabalhadores desta cidade um prazer para eles, em comparação com o meu, embora não trocasse minha tarefa com a do mais importante príncipe”.

“O serviço deles ajuda a conservá-los com saúde; o meu consome-a. Eles trabalham tranqüilamente; eu, em dores constantes. Eles têm horas e dias para seu lazer; eu mal tenho tempo para me alimentar. Ninguém os incomoda por causa de seu ofício; quanto a mim, quanto mais trabalho, mais ódio e perturbações atraio sobre minha pessoa”.

Sente-se um pouco da mentalidade neotestamentária nessa sua maneira de encarar a pregação do evangelho.

Este é o mesmo Baxter que queria ser como “um moribundo pregando a moribundos”. Se nossos pregadores fossem todos desse calibre espiritual, arrancariam toda esta geração de pecadores da boca do inferno.

É possível que hoje tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando a igreja, com o mais baixo índice de espiritualidade de todos os tempos.

Talvez estivessem certos aqueles que no passado acusaram o liberalismo de ser o grande culpado da frieza dos crentes. Hoje, esse bode expiatório é a televisão, que está sendo execrada pelos pregadores.

Entretanto, apesar disso, e sabendo que as duas acusações não deixam de ser verdadeiras, gostaria de dirigir a nós, pregadores, uma pergunta.

Será que não deveríamos confessar como aquele escritor do passado: “O erro, caro Brutus, está em nós mesmos?”

Mas eu gostaria de afiar bem o meu bisturi e aprofundá-lo um pouco mais nos pregadores: passou a época dos grandes sermões tipo “lanche rápido”, temperados com tiradas humorísticas para tentar estimular o fraco apetite espiritual do homem de nossos dias? Ou estamos nos esforçando para comunicar os “poderes do mundo vindouro” em todos os cultos?

Pensemos um pouco em Paulo. Após receber uma poderosa unção do Espírito Santo, ele saiu pela Ásia menor para travar ali uma intensa batalha espiritual, causando agitação nos mercados, sinagogas e palácios. E ia a toda parte, tendo no coração e nos lábios o grito de guerra do evangelho.

Diz-se que foi Lenine quem disse o seguinte: “Os fatos não podem ser contestados”.

Analisando as realizações de Paulo e comparando-as às dos crentes de nossa geração, que fazem tantas concessões ao mundo, temos que concordar com ele.

Paulo não era um pregador que apenas falava a toda uma cidade; ele a abalava totalmente. Mas ainda assim tinha tempo para sair batendo às portas das casas, e para orar pelos perdidos que encontrava pelas ruas.

Estou cada vez mais convencido de que as lágrimas são um elemento indispensável a uma pregação avivalista.

Irmãos pregadores, precisamos nos envergonhar de não sentir vergonha; precisamos chorar por não termos lágrimas; precisamos nos humilhar por haver perdido a humildade de servo de Deus; gemer por não sentirmos peso pelos perdidos; irar-nos contra nós mesmos por não termos ódio do monopólio que o diabo exerce nestes dias do fim, e nos punir pelo fato de o mundo estar-se dando tão bem conosco, que nem precisa perseguir-nos.

Pentecostes significa dor, mas o que mais experimentamos é prazer; significa peso; mas nós amamos a comodidade.

Pentecostes significa prisão, e, no entanto, a maioria dos crentes faria qualquer coisa, menos ir para a prisão por amor a Cristo.

Se revivêssemos a experiência do pentecostes, talvez muitos de nós fossem parar na cadeia. Eu disse “pentecostes”, não “pentecostalismo”. E não estou querendo atirar pedras em ninguém.

Imaginemos a experiência do pentecostes se repetindo em uma igreja no próximo domingo.

O pastor, como Pedro, é revestido de poder. E, pela sua palavra, Ananias e sua esposa caem mortos ao chão. Será que o crente moderno toleraria isso? E não pára aí.

Paulo determina que Elimas fique cego. Em nossos dias, isso implicaria na abertura de processo contra o pregador. E se alguns caíssem ao chão, sob o poder do Espírito Santo — o que acontece em quase todos os avivamentos — sem dúvida iriam difamar-nos. Não seria demais para a nossa sensibilidade?

E, como já disse no início deste capítulo, gostaria que houvesse grandes pregadores em nossos dias.

O diabo quer que fiquemos a caçar ratos, enquanto há leões à solta, devastando a terra. Nunca consegui descobrir o que se passou com Paulo na Arábia. Ninguém sabe.

Será que ele teve uma visão do novo céu e da nova terra, e do Senhor reinando soberano? Não sei.

Mas uma coisa sei com certeza: ele modificou a Ásia, deixou os judeus profundamente irritados, encolerizou os romanos, ensinou para mestres e teve piedade de carcereiros.

Ele e outro pregador de nome Silas dinamitaram as paredes da prisão com suas orações, para realizar a obra do Senhor.

Paulo, o servo de Jesus Cristo, o escravo de Cristo pelo amor, depois de reconhecer que o coração mais duro que Deus conquistara era o seu, resolveu ir abalar o mundo para Deus. Em seus dias, ele trouxe à terra os “poderes do mundo vindouro”, restringiu a operação de Satanás, e sofreu, amou e orou mais que todos nós.

Irmãos, caiamos de joelhos outra vez, se quisermos recuperar a espiritualidade e o poder apostólicos. Chega dessa pregação fraca e ineficaz!


Texto enviado por Fulvio Santos: FulvioSantos@cnc.org.br

29 Maio 2011

DISCÍPULOS OU PÁSSAROS

Fernando Santos - Email: indiafamiliasantos@gmail.com

“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mt 4:23)

Um dia destes dei glória a Deus por este texto sobre a vida de Jesus. Ele não ensinou nas suas sinagogas, pregou o Evangelho do Reino, e curou todas as enfermidades e moléstias entre o povo apenas para servir de exemplo para imitarmos. Não. Esta foi a vida de Jesus quando andou em Israel. E hoje como Seus discípulos deveríamos viver do mesmo modo. Porém por causa do sistema em que fomos gerados não conseguimos viver assim.

Sentado na varanda da casa de nossos pais (pais de minha esposa) assistia aos pássaros que o Sr. Remy trata com muito carinho. Fiquei ali meditando e depois conversando com Léia à respeito de “ser discípulo”, sim, a respeito do que o Senhor me ensinou naquela manhã. Sobre sermos discípulos ou pássaros.

Quando Deus criou as aves deu uma ordem a elas: “Voem as aves sobre a face da expansão dos céus... e viu Deus que era bom.” (Gn 1:20-21)

Até hoje as aves Lhe obedecem. Elas voam livremente sobe a expansão dos céus.

Entretanto vez em quando os homens interferem nisto e engaiola uma ave, de modo que ela até tenta obedecer o que Deus lhe ordenou, mas uma gaiola ou um viveiro a impede. O macho e a fêmea engaioladas ainda cantam. O macho canta, a fêmea responde, um em cada gaiola. Não podem acasalar livremente.

Fiquei pensando. Somos como pássaros. Nascemos em gaiolas que nos limitam ser verdadeiramente o que somos. De tanto por permanecer na gaiola, nossas mentes nos limitam e passamos ver e pensar somente na nossa limitação e não verdadeiramente com base em quem somos.

Até que um dia, por interesse de seus donos, macho e fêmea se acasalam! E os filhotes são gerados e nascem em gaiolas.

Mesmo sobre os filhotes permanece a ordem de Deus: “Voem sobre a face da expansão dos céus.” Porém são impedidos. Tudo o que conhecem são o sistema das gaiolas e não podem voar.

Também nascemos e somente conhecemos o sistema em que nascemos. Como a história de uma ave, um dia as portas da gaiola se abrem. Estão abertas e permanecem abertas. Abertas para fazermos o que Deus tem nos mandado. Mas preferimos permanecer na gaiola. Não desejamos voar livremente.

“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura.” (Mt 16:15) Podemos pregar agora, em todo o momento.

Não devíamos perder as oportunidades que Deus tem nos dado para proclamar o Evangelho de Jesus. Mas como fomos criados em gaiolas acostumamos somente a compartilhar o Evangelho com aqueles que vem nos visitar na gaiola. Domingo após domingo, até ensaiamos alguns vôos, porém, permanecem como apenas ensaios de nossa imaginação.

Vivemos só a confiar que sempre chegará mais um na gaiola para ouvir as mesmas lindas palavras que recebemos todos os domingos. De fato, presos em nossos conceitos e presos dentro de nossas vidas. Preocupados somente em garantir a ração da semana, irmos para nossos empregos, estudar, crescer na vida, “trabalhar nos domingos para o Senhor e irmos à igreja cumprir nossa religiosidade.”

Aos pássaros em suas gaiolas, comida e água novas são oferecidas, dia após dia, mas posso garantir que a ordem de Deus continua soando no ser de cada um: “Voem pela expansão dos céus.”

Os crentes todos “vamos à igreja para receber“ um renovo espiritual, o alimento que necessitamos, e esquecemos que é o Criador que nos dá é porção diária, Pão do Céu para cada manhã, a cada dia para sermos quem Ele ordenou que fossemos.

Sua Palavra ressoa “prega o Evangelho do Reino a cada cristura”, ouvimos e entendemos bem, nada fazemos, estamos presos na gaiola de nosso condicionamento. O condicionamento de termos nascido numa gaiola.

Tempos atràs tive um periquito que como muitos que nasceram em gaiolas nunca aprendeu a buscar o alimento por si só nem a se defender de predadores. Resolvi soltá-lo. Abri a gaiola. E voou com tanta intensidade e felicidade. Voou e voou o dia inteiro até ao final do dia. Antes de anoitecer estava ele, lá na porta da gaiola tentando entrar.

Coitado, como nasceu e foi criado em uma gaiola não sabia viver para obedecer a Voz de Seu Criador: “Voe! Voe! Voe pela expansão dos Céus.”

Nossas reuniões são de fato gaiolas. Nascemos ali e acostumados com elas.

Pregar o Evangelho por todo o mundo é como ser livre para voar pela expansão dos céus.

Reuniões não deviam ser gaiolas. Não precisamos de alimento para a semana. Nós comemos e bebemos para o dia. Amanhã o Senhor tem outra refeição para nós. É Ele Quem alimenta os pássaros e é Ele Quem alimenta os homens. E Seus díscipulos, dia a dia, têm Pão dos Céus.

Reunimos para relacionarmos uns com os outros, para compartilhar o que o Senhor tem nos falado, para ouvir o que o Senhor tem falado com outros, para comermos juntos. Mas nossa vida, ora, nossa vida devia ser assim:

“E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas suas sinagogas e pregando o Evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.” (Mt 4:23). Jesus fazia tudo isto! Naturalmente! Porque Ele nasceu para isto.

Somos discípulos de Jesus ou pássaros aprisionados?

03 Janeiro 2011

Igreja x Igreja = Pregadores x Pregadores

João A. de Souza Filho
Janeiro de 2011


Ao longo desses anos Deus tem me proporcionado viver intensamente a igreja – em seu sentido mais amplo e verdadeiro. Refiro-me a igreja de Jesus Cristo composta de todos os redimidos e salvos.

Quando falo em igreja não me refiro a igreja institucionalizada, sejam denominações ou não-denominações ou aos nomes que se dão a igreja. Sim, porque existem muitas igrejas que se dizem não serem denominações, mas agem ou mantêm uma estrutura de governo eclesiástico pior que algumas denominações. Às vezes seus poucos membros são mais denominacionais que os milhares de outra igreja que vivem sob a égide de um nome denominacional.

Vivo no meio da igreja, desviando-me aqui e ali dos obstáculos que podem me levar a tropeçar nos meandros do eclesiologismo com sua política nefanda.

Explico. Avesso que sou a toda política eclesiástica consigo encontrar no meio da confusão babilônica que hoje se chama “igreja” os fieis que não se rendem ao sistema nem apupam líderes que vivem no erro.

Conheço igrejas de vários matizes, mas posso dividi-las em apenas duas: Igrejas que priorizam relacionamentos e propósitos, e igrejas sem relacionamentos.

Nas igrejas que têm relacionamentos e trabalham com propósito, todos canalizam seus esforços para a vinda do reino de Deus, diferentemente daquelas igrejas que usam dos relacionamentos para manter seu sistema denominacional.

As igrejas que priorizam os relacionamentos não se preocupam com o que acontece nas reuniões, mas enfatizam o que acontece entre as reuniões.

Não procuram o seu próprio bem-estar, mas o bem-estar do reino!

Nessa jornada da fé percebo que algumas igrejas convidam pregadores e cantores, não porque estes sejam homens ou mulheres de Deus, mas porque precisam manter a agenda da igreja e os cultos com boa frequência.

A igreja institucionalizada – isto é, aquela que busca seu próprio interesse e se utiliza dos membros para buscar fama e poder – não valoriza relacionamentos entre os irmãos. Aliás, quanto menos as pessoas se conhecerem e andarem juntas, melhor para o sistema.

As igrejas que buscam relacionamentos anelam crescer na fé e, para tanto buscam homens e mulheres de Deus que os ajudem nesse crescimento que favorecerá unicamente o reino de Deus.

Diferentemente de igrejas que veem nos conferencistas apenas um profissional eclesiástico, e não um homem de Deus. Para este tipo de igreja os pregadores são como material descartável: Usa-se e se joga fora!

Isto permitiu a proliferação de pregadores que satisfazem os interesses da igreja institucional que estabelecem preços e cachês de profissionais; são os preletores de autoajuda, porque sabem que são tratados como profissionais eclesiásticos.

E, como são tidos por material descartável é importante que sejam descartáveis de alto preço.

É nesse sentido que as grandes celebrações das igrejas – as marchas para Jesus, o dia da Bíblia etc., que são pagos com o dinheiro público atraiam profissionais que cobram preços elevados, sejam cantores, bandas ou pregadores.

As igrejas que buscam relacionamentos agem de maneira diferente.

Querem ouvir, aprender e, depois que o pregador vai embora continuam mantendo uma amizade de amor e de ajuda, remoendo as pregações, analisando os conselhos recebidos, porque não tratam o preletor como um profissional do clero, mas como homem de Deus.

Ao contrário detestam o profissionalismo eclesiástico e mantêm vínculos com os homens de Deus tratando-os como verdadeiros profetas ou apóstolos que cooperam para o serviço do reino de Deus.

As igrejas institucionalizadas que tratam os pregadores e mestres como profissionais cumprem uma agenda de cultos para satisfazer a curiosidade de seus membros, e os programas da igreja. Convidam certos pregadores porque estes produzem coceiras nos ouvidos dos membros da igreja.

São pregadores que dizem o que o povo quer ouvir; e são valorizados porque embalam a vida espiritual do povo.

São pregadores que não deixam o povo inquieto com seus pecados, bem ao contrário, tais pregadores jamais aguçam seus ouvintes com esta palavra tão feia.

São pregadores profissionais que sabem como produzir coceira espiritual no povo, e suas preleções têm aparência de fogo de Deus, mas é palha que logo se consome e cujo fogo logo se apaga.

O verdadeiro avivamento queima lentamente as toras enquanto transforma os corações.

Desculpe-me dizer, mas o Brasil está cheio de pregadores que produzem coceiras nos ouvidos; profissionais da pregação que encontraram na igreja institucionalizada seu filão financeiro.

Sim, porque descobriram que a igreja que não deseja relacionamentos está interessada em profissionais do clero; em pregadores charmosos; em profetas que falam o que o povo quer ouvir, e, para tanto, essas igrejas estão dispostas a pagar altas somas, porque o preço é justo, mesmo sendo salgado!

E, por isso, muitos pregadores se profissionalizam como palestrantes dos mais diversos temas; não porque amam aquele povo que os convida, nem porque amam a vinda do reino de Deus, mas porque sabem que esse tipo de igreja exige que haja profissionais do clero, e não homens de Deus.

No entanto, a igreja que prioriza relacionamentos não vive à cata de profissionais para pregar em seus cultos, mas de homens com ministérios reconhecidos que lhes ajudem a cumprir o projeto de Deus na terra.

Nesse tipo de igreja os vínculos permanecem. Os pregadores convidados são bem-tratados e honrados como mestres, apóstolos, profetas e pastores, conforme a descrição de Efésios 4.11 e não como apóstolos ou profetas profissionais!

Continuo a percorrer os caminhos da igreja discernindo com clareza quando sou chamado como profissional – e sou tentado a fixar um preço – ou quando sou chamado porque meu ministério é reconhecido e considerado importante para o desenvolvimento da igreja que me convida.

Eis a diferença! Voltarei ao tema!

04 Setembro 2010

Eleições, um momento de reflexão

Por Manoel Soares Cutrim Filho*

Precisamos melhor compreender o sentido da palavra POLÍTICA, que originalmente no grego significa administrar a cidade, a “poles”. Hoje esse significado evoluiu para a administração das diversas áreas e atividades da vida humana: um condomínio, uma empresa, uma entidade de classe, igreja, partido político, o Município, o Estado, o País, etc.

Onde quer que estejamos cometemos ou sofremos uma Ação Política. Lembremos a frase do Bertold Brech:

“O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão ignorante que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e o lacaio das empresas nacionais e multinacionais”.


Aproxima-se o dia 03 de outubro, dia esse que o povo brasileiro estará escolhendo o Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Federais e Estatuais.

O Brasil é um país de contrastes e diversidades, alguns contrastes muito bonitos, como aqueles produzidos pela natureza e algumas diversidades que nos faz um povo peculiar, como é o caso da nossa etnia, no entanto, temos dois contrastes que nos causa vergonha, o econômico e o racial.

Somos a oitava economia do mundo, todavia, a renda per capta é uma das menores do planeta. Há compatriotas que fazem parte do rol dos mais ricos do mundo, temos também uma massa expressiva que vive em pobreza absoluta.

Em uma eleição o povo exerce a sua mais elevada expressão de cidadania, através do sufrágio universal (direito de um voto para cada eleitor), onde estão nivelados os ricos e pobres, homens e mulheres, pretos e brancos, religiosos e ateus, sábios e ignorantes, etc. É um direito-dever que não pode ser negado nem tampouco deve ser omisso qualquer cidadão em pleno exercício de seus direitos.

Uma motivação correta é apoiar determinado candidato pelo que ele é como pessoa, seu caráter, seu passado, se governa bem a sua casa, seus negócios, vocação para a vida pública, comprometimento com a justiça e a verdade, pela sua capacidade administrativa, pela elaboração e defesa de leis justas, bem como pela intenção de fiscalizar a aplicação dos recursos públicos e não por aquilo que ele pode fazer apenas “por mim, por meus parentes ou por determinado grupo que represento”.

Quem pensa em apoiar um candidato só por causa dos benefícios imediatos, contribui para manutenção de um sistema injusto e individualista. O eleitor deve lembrar-se que um político decente procura cuidar dos interesses da coletividade.

Os homens e as mulheres sensatos deste país, por certo, não votarão em um candidato levando em consideração a sua personalidade carismática, por já terem sido beneficiários de algum favor do candidato, ou por sua eloquência.

O voto deve ser inspirado na razão e jamais na emoção, quem assim fizer estará votando na manutenção dos males que atormentam a população brasileira e contra as gerações futuras.

Entendemos que as pessoas firmadas em princípios imutáveis e elevados, seja ele o mais humilde cidadão ou o mais influente pode contribuir de acordo com o seu raio de ação, para que o seu mundo seja menos opressivo, mais suave, mais vivível, para tanto faz-se necessário que a sociedade civil seja firmada em valores cristãos desde a família, passando pelas escolas, associações de bairros, de classes e partidos políticos.

Lembremos de que alguns segundos na cabine de votação podem significar bons dias para o Brasil ou amargos anos, portanto, invoquemos a orientação do Senhor para estas eleições, pois diz a sua Palavra de Deus: “Quando os honestos governam, o povo se alegra; mas, quando os maus dominam, o povo reclama (geme)”. (Pv 29.2, NTLH)

*Manoel Soares Cutrim Filho, membro da Igreja em Brasília, advogado e ex-Auditor Federal de Controle Externo do TCU. E-mail: cutrim@terra.com.br

03 Julho 2010

A CRUZ

Autoria: Robin Zino
Email: ramzhornministries@gmail.com

Tradução: Ruth Johnson
Email: ruthcdjohnson@hotmail.com


Amados, enquanto eu estava refletindo acerca do que anda acontecendo no mundo ao redor de nós; aquilo que vemos e aquilo que não vemos, eu decidi escrever essa devocional para nos encorajar e nos fortalecer, a continuarmos firmes na nossa fé à medida que ela é confirmada pela Palavra de Deus. Nessa devocional (Shabbat) quero compartilhar algo pessoal e depois deixar você com algumas palavras das Escrituras para meditar nelas.



Durante um tempo de profunda oração em que eu estava focalizando a pesarosa paixão de Cristo, me encontrei na Sua cruz, perto de Sua face. Eu mal respirava olhando para a coroa de espinhos que pressionava a sua fronte; fiquei sobrecarregada pelo desejo de tirá-la Dele.

À medida que eu tentava levantar um dos lados, tudo que consegui foi fazer que os espinhos do outro lado entrassem mais profundamente para dentro de sua carne. A dor que senti foi devastadora, mas não cheguei perto do que Ele deveria estar sentindo. Desde então e até esse dia, fico espantada em perceber que por uma vez mais tentei levantar a coroa de espinhos... Em que eu estava pensando? De quem eram a dor e pelo amor de quem eram as minhas ações? E então Ele olhou para mim.

Yeshua, Sar Shalom / Príncipe da Paz, tinha os olhos do castanho mais escuro que eu já tinha visto e eles brilhavam, não por causa de lágrimas, mas com luz.

Nesse momento acho que parei de respirar, eu sabia que Ele queria me dizer algo, mas eu tinha somente Lhe causado dor e eu fiquei triste e com medo do que Ele poderia me dizer. Sua boca não se abriu; mas ao invés, os seus olhos falaram com grande suavidade: “Simplesmente deixe aí; você sabe que eu tenho que fazer isto”. A força da sua paixão e do Seu lamento fez com que Ele enfrentasse a cruz pelo gozo que Lhe estava proposto.

A expressão dos Seus olhos sussurrava “Khevel”, que na língua hebraica quer dizer lágrimas, dor e lamento, mas é também a raiz da palavra “khamal”, que quer dizer reservar e compadecer. Também é a raiz da palavra “Bechemlah”, que embora queira dizer compaixão, é mais bem traduzido que Ele é compassivo. Seu nome é Compaixão e Ele foi crucificado, coroado com espinhos e que meu pecado colocou-O lá e que eu nada podia fazer. Palavras são inadequadas para descrever o que eu senti, mas são suficientes para dizer que eu poderia estar numa forte corrente correndo apressadamente pela beirada de uma cachoeira escarpada com todos os sons e sensações e que aquilo foi demais e eu me afastei da visão.

Yeshua, em todas as maneiras como a gente, porém sem pecado, nosso Cohen HaGadol e cordeiro sacrificado, cheio de khamal, bechemlah e khevel, foi até a cruz para nos livrar da punição justa.

Amados, considere a seguinte realidade em relação à cruz:

Um conhecido instrumento de grande punição cruel e humilhante, emprestado pelos Gregos, Romanos e Fenícios, e nela foram crucificados entre os Romanos, no tempo de Constantino o Grande, os piores criminosos, particularmente os escravos, ladrões, os autores e cúmplices de insurreições, e ocasionalmente na província, por simples prazer arbitrário dos governadores, homens corretos e pacíficos também, e até mesmo cidadãos Romanos (Dicionário de Thayer).

A cruz não era novidade, mas quando ela pendurou Yeshua, tudo mudou. Quando a morte não pôde segurá-lo, a Sua intimidade com o Pai foi possível mais uma vez.



Escute o que diz o Profeta Isaías,

Quem creu em nossa mensagem?

E a quem foi revelado o braço do Senhor?

Ele cresceu diante dele como um broto tenro,

E como uma raiz saída de uma terra seca.

Ele não tinha qualquer beleza ou majestade

Que nos atraísse,

Nada havia em sua aparência para que o desejássemos.

Foi desprezado e rejeitado pelos homens,

Um homem de dores e experimentado no sofrimento.

Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado,

e nós não o tínhamos em estima.

Certamente ele tomou sobre si as nossas enfermidades

E sobre si levou as nossas doenças;

Contudo nós o consideramos castigado por Deus,

Por Deus atingido e afligido.

Mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões,

foi esmagado por causa de nossas iniqüidades;

O castigo que nos trouxe paz estava sobre ele,

E pelas suas feridas fomos curados.

Todos nós, tal qual ovelhas, nos desviamos,

Cada um de nós se voltou para o seu próprio caminho;

E o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.

Ele foi oprimido e afligido;

E, contudo, não abriu a sua boca;

Como um cordeiro foi levado para o matadouro,

E como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca.

Com julgamento opressivo ele foi levado.

E quem pode falar dos seus descendentes?

Pois ele foi eliminado da terra dos viventes;

Por causa da transgressão do meu povo ele foi golpeado.

Foi lhe dado um túmulo com os ímpios,

E com os ricos em sua morte,

Embora não tivesse cometido nenhuma violência

Nem houvesse nenhuma mentira em sua boca.

Contudo, foi da vontade do Senhor esmagá-lo

E fazê-lo sofrer, e,

Embora o Senhor tenha feito da vida dele uma oferta de culpa,

ele verá sua prole e prolongará seus dias,

E a vontade do Senhor prosperará em sua mão.

Depois do sofrimento de sua alma, ele verá a luz e ficará satisfeito;

pelo seu conhecimento meu servo justo justificará a muitos,

e levará a iniqüidade deles.

Por isso eu lhe darei uma porção entre os grandes,

E ele dividirá os despojos com os fortes,

Porquanto ele derramou sua vida até a morte,

E foi contado entre os transgressores.

Pois ele levou o pecado de muitos,

E pelos transgressores intercedeu. (Isaías 53).




Amados, sabemos que o Messias Yeshua foi a cruz como sacrifício de intercessão e de profundo amor e hoje Ele está assentado a direita de Avinu Malkainu, nosso Pai, nosso Rei, intercedendo por nós. Nossa salvação foi paga por um grande preço, porque o pacto sempre foi e ainda é uma questão de peso. Deus nunca cessa o seu compromisso e também devemos fazer o mesmo. A Sua Palavra é o seu pacto; suas promessas são sim e amém. E que ninguém adicione ou subtraia disso!

Minhas amadas Oliveiras,

Levando a sua própria cruz, ele saiu para o lugar chamado Caveira (que em aramaico é chamado Gólgota). Ali o crucificaram, e com ele dois outros, um de cada lado de Jesus. Pilatos mandou preparar uma placa e pregá-la na cruz, com a seguinte inscrição:

JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS.


Muitos dos Judeus leram a placa, pois o lugar em que Jesus foi crucificado ficava próximo da cidade, e a placa estava escrita em aramaico, latim e grego. (João 19:18-20).

Pilatos não tinha nenhuma idéia de como suas próprias palavras eram proféticas, Mashiach Yeshua ou se você preferir, Jesus Cristo certamente é o Messias, primeiramente para os Judeus e depois para os Gregos / Gentios, esse foi o mistério revelado por Rav Sha’ul ou se preferir, o Apóstolo Paulo. Una-se a Palavra Viva, a Palavra da Verdade; nesses dias é vital que você saiba que a sua fé está baseada na rocha sólida que é Jesus Cristo e não em doutrina de homens, então a sua paz será grande e nenhuma tempestade te destruirá.

Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Antes vocês nem sequer eram povo, mas agora são povo de Deus; não haviam recebido misericórdia, mas agora a receberam. (I Pedro 2:9,10).

Que o seu Shabbat seja Santo, Abençoado e Repleto de Luz.